O médico radiologista Dr. Vinicius Rodrigues, também conhecido como ex-secretário de Saúde, destaca logo no início de qualquer conversa sobre o tema que o câncer de mama ainda é cercado por mitos perigosos. Entre eles, a ideia de que essa doença atinge exclusivamente mulheres.
Ao longo deste artigo, você vai entender por que essa percepção está equivocada, como o problema também pode afetar homens, quais são os sinais de alerta e por que a informação correta pode salvar vidas.
O câncer de mama pode afetar homens?
Sim, o câncer de mama também pode ocorrer em homens. Embora seja significativamente mais raro, a presença de tecido mamário masculino torna possível o desenvolvimento da doença. O que muda, na prática, é a incidência, que é muito menor quando comparada ao público feminino.
Ainda assim, ignorar essa possibilidade pode ser um erro grave. Muitos homens não consideram qualquer alteração na região peitoral como algo relevante, o que contribui para diagnósticos tardios. O médico radiologista Dr. Vinicius Rodrigues reforça que a falta de informação é um dos principais fatores que atrasam o início do tratamento adequado.
Por que o câncer de mama é mais comum em mulheres?
A explicação está ligada principalmente aos hormônios e à estrutura do corpo feminino. As mulheres possuem maior quantidade de tecido mamário e estão mais expostas a hormônios como o estrogênio, que pode influenciar o crescimento de células cancerígenas.
Além disso, fatores como histórico familiar, idade, estilo de vida e questões hormonais aumentam a probabilidade da doença no público feminino. Isso ajuda a consolidar a ideia equivocada de exclusividade, quando, na verdade, se trata apenas de uma diferença estatística. Nesse contexto, Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues ressalta que compreender a origem dessa desigualdade é essencial para não inviabilizar casos masculinos.
Quais são os sintomas do câncer de mama em homens?
Os sinais costumam ser semelhantes aos observados em mulheres, embora muitas vezes passem despercebidos. Entre os principais sintomas estão:
- Presença de nódulo na região do peito;
- Alterações na pele, como retração ou vermelhidão;
- Secreção pelo mamilo;
- Dor localizada ou sensibilidade incomum.
Como o volume de tecido mamário é menor nos homens, o tumor pode atingir estruturas próximas com mais rapidez. Por isso, a atenção deve ser redobrada. Segundo o ex-secretário de Saúde Vinicius Rodrigues, a percepção precoce de qualquer alteração pode impactar diretamente nas chances de sucesso do tratamento.
Existe prevenção para homens?
Embora não exista uma forma de prevenção absoluta, algumas atitudes reduzem riscos e favorecem o diagnóstico precoce. Manter um estilo de vida saudável, controlar o peso, evitar consumo excessivo de álcool e realizar acompanhamento médico quando há histórico familiar são medidas importantes.
Outro ponto relevante é o autoconhecimento corporal. Mesmo que o autoexame não substitua exames clínicos, ele pode ajudar na identificação de alterações iniciais. Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues reforça que homens também devem incluir a saúde mamária em sua rotina de cuidados, especialmente a partir dos 50 anos ou em casos de predisposição genética.

Por que o diagnóstico em homens costuma ser tardio?
A principal razão é cultural. Muitos homens não associam sintomas na região do peito a algo grave. Além disso, a ausência de campanhas direcionadas ao público masculino contribui para a falta de conscientização. O Dr. Vinicius Rodrigues alerta que essa demora no diagnóstico pode reduzir as opções terapêuticas e impactar negativamente o prognóstico.
Enquanto as mulheres são incentivadas desde cedo a realizar exames como a mamografia, os homens raramente recebem orientações semelhantes. Isso cria um cenário em que o problema só é percebido em estágios mais avançados.
O tratamento é diferente entre homens e mulheres?
De forma geral, o tratamento segue princípios semelhantes, podendo incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia hormonal. O que varia são as características individuais de cada caso, como estágio da doença e condições de saúde do paciente.
A abordagem personalizada é essencial, independentemente do gênero. Nesse sentido, Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues destaca que o avanço da medicina tem permitido tratamentos mais eficazes e menos invasivos.
Por que é importante falar sobre isso?
Ampliar esse debate não é apenas uma questão de inclusão, mas de efetividade em saúde pública. Quando campanhas ignoram determinados grupos, como os homens no contexto do câncer de mama, cria-se um vazio informacional que pode custar diagnósticos tardios e tratamentos mais complexos.
Por conseguinte, Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues chama atenção para um ponto estratégico: a linguagem utilizada nas campanhas. Muitas ações educativas ainda são direcionadas exclusivamente ao público feminino, tanto em imagens quanto em discurso. Isso reforça, de forma indireta, a ideia de que homens não precisam se preocupar com o tema.
O que muda com mais informação?
O impacto é direto na prevenção e no diagnóstico precoce. Quando homens passam a entender que também estão sujeitos ao câncer de mama, tornam-se mais atentos aos sinais do próprio corpo. Isso gera um ciclo positivo, em que o conhecimento leva à ação, e a ação aumenta as chances de tratamento bem-sucedido.
O médico radiologista Vinicius Rodrigues reforça que a informação correta continua sendo uma das ferramentas mais poderosas na luta contra o câncer. Ampliar o debate é, portanto, um passo necessário para salvar vidas e promover uma visão mais completa sobre a saúde.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

