Segundo o médico urologista Lawrence Aseba Tipo, a saúde bucal exerce impacto direto sobre vários sistemas vitais, como o cardiovascular e o metabólico. Tendo isso em vista, mesmo que muita gente não perceba essa ligação, a boca abriga milhões de bactérias; logo quando a higiene é negligenciada, esses microrganismos entram na corrente sanguínea e disparam processos inflamatórios em todo o organismo.
Nesse contexto, manter a saúde bucal em dia deixa de ser mero cuidado estético e passa a ser uma estratégia essencial de promoção de saúde integral. Portanto, continue a leitura para descobrir como medidas simples podem promover a saúde do seu coração e o controle da glicemia.
Por que a saúde bucal interfere na circulação sanguínea? Entenda com Lawrence Aseba Tipo
A gengivite e a periodontite liberam mediadores inflamatórios capazes de alterar a parede das artérias, conforme expõe Lawrence Aseba. Essa inflamação sistêmica favorece o acúmulo de placas de gordura que elevam o risco de aterosclerose, hipertensão e infarto agudo do miocárdio. Assim, a saúde bucal deficiente se transforma em fator de risco cardiovascular.

Além disso, bactérias orais podem aderir às válvulas cardíacas e provocar endocardite infecciosa. Isto posto, procedimentos odontológicos sem profilaxia adequada podem ser o gatilho, motivo pelo qual consultas periódicas protegem tanto a boca quanto o sistema circulatório de complicações graves.
Problemas na boca podem causar doenças cardíacas?
Pessoas com periodontite severa aumentam a probabilidade de desenvolver doença arterial coronariana, como comenta Lawrence Aseba Tipo, médico cirurgião urologista e professor da residência médica de Urologia do Hospital Estadual de Vila Alpina. Pois, o mecanismo envolve marcadores inflamatórios como a proteína C-reativa, que aumentam quando a saúde bucal está comprometida, criando ambiente propício à formação de trombos.
Essa evidência reforça a necessidade de integração entre clínicos, cardiologistas e odontólogos. Assim, equipes multidisciplinares identificam fatores de risco mais cedo, evitando que infecções locais evoluam para condições sistêmicas de alto custo humano e financeiro.
Como a saúde bucal se relaciona ao controle da diabetes?
De acordo com o urologista Lawrence Aseba, inflamação crônica na gengiva dificulta a ação da insulina. Pacientes diabéticos, por sua vez, cicatrizam mais lentamente, agravando bolsas periodontais e perpetuando um ciclo vicioso. Desse modo, cuidar da saúde bucal reduz a resistência periférica à insulina e favorece níveis glicêmicos estáveis.
Sintomas bucais que apontam riscos sistêmicos
Diversos sinais na cavidade oral funcionam como alertas para doenças em todo o corpo. Se notar algum deles, procure seu dentista e seu médico de referência:
- Sangramento gengival persistente, indicador de inflamação sistêmica.
- Mau hálito constante, que pode sugerir desequilíbrio da microbiota ou diabetes.
- Úlceras ou feridas que não cicatrizam, associadas a deficiência imunológica.
- Mobilidade dentária, possivelmente relacionada à perda óssea generalizada.
- Pigmentação azulada na gengiva, sinal de problemas circulatórios.
Após identificar esses sinais, reforçar a saúde bucal e adotar acompanhamento multiprofissional evita a progressão para enfermidades crônicas.
Hábitos para proteger a boca e todo o corpo
O primeiro passo é escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia, usando creme dental fluoretado e fio dental. Essa prática reduz o número de marcadores inflamatórios sistêmicos. Tendo isso em vista, visitas semestrais ao dentista também complementam o cuidado. Ademais, segundo o médico urologista, Lawrence Aseba, além da higiene, adotar dieta uma equilibrada, rica em frutas, vegetais e água, fortalece a imunidade. Por fim, o exercício físico, controle do estresse e check-ups médicos completam o plano de saúde bucal integrada, promovendo equilíbrio cardíaco e metabólico.
Saúde bucal em dia equivale a um corpo mais protegido
Em conclusão, manter a saúde bucal é investir no bem-estar de todo o organismo. Isto posto, medidas preventivas simples, como uma higiene correta, visitas odontológicas regulares e integração entre especialidades, diminuem a incidência de doenças cardíacas e auxiliam no controle da diabetes. Portanto, quando a boca está saudável, o coração trabalha com mais segurança e a glicemia permanece estável. Então, encare a escova, o fio dental e o dentista como aliados de uma vida longa e equilibrada.
Autor: Yakhya Masaev