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São Paulo registra 36 casos de sarampo em 2026 e reforça alerta sobre vacinação

Aaron NorstonePor Aaron Norstonesetembro 17, 2026Nenhum comentário

São Paulo contabiliza 36 casos de sarampo em 2026, levando autoridades de saúde a reforçar a importância da vacinação e da atualização da caderneta para conter a circulação do vírus e evitar novos surtos.

A Secretaria de Saúde do estado de São Paulo confirmou nesta terça-feira (15) quatro novos casos de sarampo, elevando para 36 o total de registros da doença ao longo de 2026. O novo balanço reacende a preocupação das autoridades sanitárias com a baixa adesão à vacinação no estado, apontada como principal fator por trás do avanço dos casos nos últimos meses.

Os novos casos confirmados nesta semana

Dos quatro pacientes diagnosticados, três moram na capital paulista. Entre eles estão duas crianças com menos de dois anos, que tinham o esquema de imunização incompleto no momento da infecção, e uma mulher de 24 anos que já possuía histórico de vacinação. O quarto caso foi identificado fora da capital, no ABC Paulista: trata se de um homem de 36 anos, morador de Santo André, que também tinha registro de vacinação.

A presença de pacientes já vacinados entre os novos casos chama atenção, ainda que a maior parte dos registros do ano continue concentrada entre pessoas sem imunização completa. Segundo a Secretaria de Saúde, isso não muda o diagnóstico geral da situação: a doença segue circulando principalmente entre grupos com cobertura vacinal insuficiente, o que reforça a orientação para que a população confira a própria carteira de vacinação e busque atualizá la quando necessário.

Com as quatro novas confirmações, o estado de São Paulo chega a 36 casos de sarampo acumulados neste ano, um número que já preocupa as autoridades desde os primeiros meses de 2026, quando a doença voltou a circular no território paulista depois de um período sem registros de transmissão ativa.

Concentração de casos na capital e baixa adesão vacinal

O balanço atualizado mostra que a capital paulista concentra 88% de todas as infecções registradas no estado neste ano. Ao todo, são 32 casos na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André, o que evidencia uma distribuição bastante concentrada na região metropolitana, especialmente no núcleo urbano da capital.

O dado que mais preocupa as autoridades, porém, é outro: dos 36 casos identificados neste ano, 26 envolvem pessoas sem qualquer histórico de vacinação ou com o esquema contra o sarampo incompleto. Essa proporção reforça a avaliação de que a baixa cobertura vacinal segue sendo o principal motor da circulação do vírus no estado, mesmo diante de campanhas de conscientização já realizadas em meses anteriores.

Segundo a Secretaria de Saúde, dois casos importados de sarampo haviam sido registrados em março e abril deste ano, mas esse ciclo de transmissão foi considerado encerrado depois de 12 semanas seguidas sem novos registros. Já as notificações feitas entre junho e agosto tiveram seus locais de transmissão devidamente identificados e mapeados, permanecendo desde então sob acompanhamento constante das equipes de vigilância epidemiológica.

Resposta das autoridades de saúde

O monitoramento dos casos é conduzido pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, o CVE-SP, em conjunto com as vigilâncias sanitárias municipais das cidades afetadas. As equipes de saúde realizam investigações epidemiológicas detalhadas, identificam pessoas que tiveram contato com os pacientes confirmados e aplicam, quando necessário, a chamada vacina de bloqueio, estratégia usada para conter a propagação da doença logo após a identificação de um novo caso.

A vacinação segue sendo apontada pela Secretaria de Saúde como a principal e mais segura forma de prevenção contra o sarampo. A vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde nos postos de saúde dos 645 municípios paulistas, sem custo para a população.

Para crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, pode ser indicada a chamada dose zero, aplicada como medida adicional de proteção nesses casos específicos, sem substituir o esquema vacinal de rotina previsto para essa faixa etária.

Fontes:
Agência Brasil
O Povo
TV Brasil

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