Em um mercado com margens pressionadas e prazos cada vez mais curtos, a logística deixou de ser apenas um centro de custo. Ela passou a ser um dos pontos mais sensíveis da operação. Nesse cenário, Elias Assum Sabbag Junior observa que embalagens sustentáveis se tornaram uma escolha estratégica para reduzir perdas, melhorar processos e fortalecer compromissos de ESG sem comprometer desempenho.
A discussão ganhou força porque o impacto é direto. Quando a embalagem falha, o prejuízo não aparece só no descarte. Ele surge em avarias, devoluções, atrasos e retrabalho. Por isso, a eficiência logística começa no detalhe que muitos ignoram: a proteção correta do produto durante toda a jornada.
Elias Assum Sabbag Junior e a relação entre ESG e eficiência logística
Elias Assum Sabbag Junior defende que ESG, na prática, precisa estar conectado a decisões operacionais. E embalagens são um exemplo claro disso. A escolha de um material mais durável e com melhor performance reduz desperdícios, diminui o consumo recorrente de descartáveis e melhora a previsibilidade do fluxo de transporte.

Além disso, uma embalagem eficiente tende a facilitar a padronização da cadeia. Isso afeta diretamente a armazenagem, o empilhamento e o aproveitamento de espaço. Em operações de grande volume, a otimização de poucos centímetros por caixa pode representar economia real em combustível, tempo e ocupação de veículos.
O ESG entra como consequência natural quando a empresa reduz perdas e melhora o uso de recursos. Ou seja, sustentabilidade não aparece como discurso. Ela se torna resultado.
Menos perdas e menos avarias: o impacto direto no custo operacional
Perdas logísticas são mais comuns do que se imagina. Elas podem acontecer por impacto, umidade, vibração no transporte ou empilhamento incorreto. E, quando isso ocorre, o custo não é apenas do produto danificado. Há um efeito em cadeia que inclui:
- Reentrega e novos fretes
- Aumento do tempo de ciclo
- Desorganização de estoque
- Insatisfação do consumidor final
- Pressão sobre atendimento e pós-venda
Embalagens sustentáveis, quando bem especificadas, ajudam a reduzir esse cenário. Materiais mais resistentes e adequados ao tipo de carga diminuem a chance de falha e tornam a operação mais estável. Isso é eficiência na prática, com reflexo direto em indicadores de qualidade e produtividade.
Plástico corrugado: resistência, leveza e padronização para logística moderna
Entre as soluções que mais cresceram em ambientes industriais e de distribuição está o plástico corrugado. Elias Assum Sabbag Junior destaca que esse material tem sido adotado por empresas que precisam equilibrar proteção, leveza e reutilização.
O plástico corrugado possui uma estrutura interna ondulada, semelhante ao papelão ondulado, mas com características mais adequadas para operações exigentes. Ele é utilizado em caixas retornáveis, divisórias, separadores e proteções internas, principalmente em cadeias que exigem repetição de uso e alta rotatividade.
Um diferencial importante é a resistência à umidade e a boa durabilidade em ambientes onde o papelão tradicional tende a perder desempenho. Isso contribui para reduzir descartes frequentes e melhora a estabilidade do transporte, principalmente em operações que passam por variações de clima e longas distâncias.
Material reciclado e pós-consumo: sustentabilidade aplicada à cadeia logística
A evolução do ESG também passa pelo tipo de matéria-prima utilizada. O uso de reciclado e de material pós-consumo em embalagens sustentáveis vem crescendo porque responde a duas demandas simultâneas. A primeira é ambiental. A segunda é reputacional.
O pós-consumo representa a reinserção de resíduos que já foram descartados pelo consumidor na cadeia produtiva. Quando essa solução é aplicada com critério técnico e controle de qualidade, ela ajuda a reduzir a dependência de resina virgem e fortalece a lógica da economia circular.
Na logística, o impacto é relevante. Embalagens com vida útil maior e potencial de reaproveitamento reduzem o volume de resíduos gerados. Além disso, tornam o processo mais previsível, com menos interrupções para reposição de materiais descartáveis.
ESG como métrica de desempenho e não apenas compromisso institucional
Um ponto importante é que ESG vem sendo tratado como métrica de mercado. Empresas são cobradas por práticas consistentes, e isso inclui indicadores ligados a resíduos, consumo de recursos e eficiência operacional.
Nesse sentido, embalagens sustentáveis funcionam como ferramenta concreta de gestão. Elas ajudam a organizar fluxos, reduzir perdas e tornar a operação mais limpa e racional. A sustentabilidade aparece como consequência de uma cadeia mais eficiente, e não como uma camada adicional de custo.
Elias Assum Sabbag Junior ressalta que esse tipo de estratégia também fortalece governança, porque cria padrões claros e processos mensuráveis. Quando uma empresa consegue demonstrar redução de avarias, queda no volume de descartes e melhoria de produtividade, ela entrega resultados em várias frentes ao mesmo tempo.
Energia renovável e logística: quando a sustentabilidade começa antes do transporte
A cadeia logística não começa no caminhão. Ela começa na origem do produto e, portanto, no processo industrial. Por isso, o uso de energia renováveis em etapas produtivas tem se tornado parte do debate sobre sustentabilidade de forma mais ampla.
Quando uma empresa utiliza energia renovável e adota embalagens com material reciclado e pós-consumo, ela constrói coerência ambiental. Esse conjunto fortalece compromissos de ESG e contribui para metas internas de redução de emissões, especialmente em cadeias que operam em grande escala.
Uma transformação que tende a se consolidar
A tendência é clara. Embalagens sustentáveis estão deixando de ser diferencial e se tornando padrão competitivo. O motivo é simples. Elas reduzem perdas, aumentam eficiência e contribuem para metas ambientais de forma objetiva.
Com o avanço de materiais como o plástico corrugado e com o crescimento do uso de pós-consumo, a logística ganha novas possibilidades de padronização e controle. Ao mesmo tempo, empresas passam a enxergar sustentabilidade como parte da performance operacional.
Nesse cenário, Elias Assum Sabbag Junior demonstra como decisões técnicas, quando bem aplicadas, conseguem unir produtividade, responsabilidade e visão de longo prazo dentro da cadeia logística.
Autor: Yakhya Masaev

